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HELDER BARBALHO NA MIRA DO TRE

O ministro Alexandre de Moraes, em decisão tomada sobre o Inquérito 4.449 de autoria do Ministério Público, determina a imediata remessa dos autos para a Justiça Eleitoral de Belém. O inquérito citado investiga crimes de natureza eleitoral que podem ter sido praticados por Helder Barbalho e Paulo Rocha em 2014, ocasião das eleições daquele ano, onde os mesmos teriam solicitado “contribuição” pecuniária para representante da empresa Odebrecht.

De acordo com as investigações que estão em curso e delações de réus confessos na Operação Lava Jato, uma quantia de cerca de R$ 40 milhões teriam sido repassados da empresa J&F (JBF) para políticos do partido MDB (antes PMDB). Tal quantia teria sido doada para campanha eleitoral de 2014, porém, as mesmas, supostamente, não teriam sido contabilizadas, configurando-se crime eleitoral. O que justificou a decisão do então ministro do supremo.

De acordo com delator Mario Amaro, Helder Barbalho acompanhado de Paulo Rocha e João Salame, teria se reunido com representante da empresa Odebrecht, em São Paulo, e na ocasião, teria solicitado R$ 30 milhões de reais para despesas de campanhas eleitorais. Porém, a quantia repassada foi de R$ 1,5 milhão, pagos em 3 parcelas de R$ 500 mil.

Em sua defesa, Helder diz: “Todos os recursos da minha acompanha de 2014 para o Senado Federal foram repassados pela direção nacional e estadual do Partido dos Trabalhadores e estão todos declarados nas prestações de contas junto ao TRE. A utilização desses recursos, empresas doadoras e doadores individuais, enfatizo, obedeceram estritamente às normas da legislação eleitoral em vigor daquele ano.”

A medida tomada pelo ministro do supremo, Alexandre de Moraes, pode trazer problemas para as intenções de Helder e Paulo Rocha nessas eleições, onde pretendem disputar o cargo de governador do estado do Pará. Com o entendimento tomado pela corte suprema, o processo que apura os supostos crimes foram enviados para o TRE-PA, onde serão concluídas as investigações que determinaram se houve, de fato, crime eleitoral.



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