MEIO AMBIENTE

HYDRO ALUNORTE AGIU CONTRA A SEGURANÇA DO PROCESSO PRODUTIVO DURANTE O DESPEJO DE REJEITOS, DIZEM MPS

Os Ministérios Públicos Federal e Estadual (MPF e MPPA) informaram que a mineradora norueguesa Norsk Hydro agiu contra a segurança do processo produtivo quando decidiu despejar efluentes de minérios não tratados no leito do rio Pará. O posicionamento dos MPs foi divulgado dois dias após refinaria suspender as atividades nos municípios de Barcarena e Paragominas, no Pará. A Hydro Alunorte ainda não se manifestou sobre o posicionamento dos MPs.
Os incidentes ocorreram nas dependências da Hydro Alunorte nos dias 16 e 17 de fevereiro. De acordo com a empresa, a única bacia de depósito de rejeitos em funcionamento teria atingido a capacidade máxima. Chovia bastante na época e a empresa decidiu despejar efluentes não tratados no leito do rio Pará para diminuir a pressão e o volume de água de chuva sobre o Bacia de Rejeitos (DRS 1).

De acordo com os Ministérios Públicos, a Hydro sabia que a vida útil do primeiro depósito de rejeitos, o DRS1, estava chegando ao fim. A nota diz que a empresa deveria ter se programado para licenciar completamente o segundo depósito.

Os MPs também demonstraram conformidade ao embargo imposto pela justiça à empresa. Desde março, a empresa está atuando apenas com 50% da capacidade. O Ministério Público informou que o embargo foi necessário por conta dos danos ambientais provocados pelo despejo irregular de efluentes. Os despejos contaminaram a região.

Entenda o caso

Nos dias 16 e 17 de fevereiro deste ano, resíduos de bauxita contaminada vazaram da Hydro Alunorte para o meio ambiente após fortes chuvas em Barcarena. Após uma vistoria com a presença da procuradoria do Ministério Público, foi identificado uma tubulação clandestina que saída da refinaria e despejava rejeitos que contaminaram o solo da floresta e rios das localidades próximas. Ainda foram encontradas outras duas tubulações ilegais que tinham a mesma finalidade.

O Instituto Evandro Chagas realizou coletas de solo e água nas comunidades que ficam ao redor da Hydro e após análise em laboratório foi constatado alteração nos elementos químicos presentes no solo, além da presença de metais pesados e cancerígenos como chumbo. A Hydro encomendou um estudo que refutou as análises do IEC e negou que houve contaminação.

G1/Pará


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