ECONOMIA

HYDRO RETOMARÁ 50% DA PRODUÇÃO DA ALUNORTE

A refinaria de alumina Alunorte acordou com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), a retomada da produção com 50% da sua capacidade, informou a assessoria de imprensa da empresa, por meio de nota, no fina da noite de ontem (9). A atividade será supervisionada pela Semas. A decisão segue a autorização excepcional do órgão ambiental federal Ibama, na última sexta-feira (5), que autorizou a empresa a utilizar a tecnologia de filtro prensa, a mais moderna tecnologia disponível para processamento de resíduos de bauxita. A expectativa é que a produção da Alunorte consiga gradativamente chegar a 50% em até duas semanas.

“Com a documentação consistente, comprovando a integridade do nosso sistema de descarte de resíduos de bauxita, quando baseado no uso de nosso filtro prensa, e em alinhamento com a Semas, estamos agora em condições de retomar com segurança 50% das operações da Alunorte”, disse John Thuestad, vice-presidente executivo da área de Bauxita e Alumina da Hydro, por meio da nota. “Este é um desdobramento muito bem-vindo para garantir milhares de empregos no Pará, bem como assegurar o fornecimento para nossos clientes e mercados globais”, acrescentou.

A Alunorte opera com metade da capacidade desde março, depois que as autoridades estaduais de meio ambiente e a Justiça determinaram que a refinaria de alumina reduzisse a produção em 50%. Autoridades ambientais federais determinaram que fossem interrompidas as atividades de comissionamento da nova área de depósito de resíduos de bauxita, o DRS2 e do novo filtro prensa, enquanto que a Justiça também ordenou a interrupção do comissionamento do DRS2.

Em consequência, a Alunorte se limitou a depositar os resíduos de bauxita na antiga área de depósito DRS1 usando filtros tambor, que são menos eficientes, reforça a nota. Na semana passada, especialistas geotécnicos externos recomendaram que o uso do DRS1, com base no processamento pelo filtro tambor, fosse descontinuado.

Armazamento

A Alunorte informa ainda que o DRS1 já está sendo remodelado como um primeiro passo para que a área seja fechada e reabilitada. Com o uso do resíduo oriundo do filtro prensa nessa remodelação, a Alunorte terá capacidade para continuar armazenando, de forma segura, resíduos de bauxita no DRS1 enquanto aguarda a permissão para usar o DRS2. O novo filtro prensa gera resíduos empilháveis com consideravelmente menos conteúdo de água do que o filtro tambor.

Além de a Alunorte retomar as operações com metade da sua capacidade, a decisão permitirá que a mina de bauxita de Paragominas reinicie as entregas para a Alunorte com capacidade de 50%, informa a nota. A fábrica de alumínio Albras, uma joint venture da Hydro, situada ao lado da Alunorte e totalmente dependente do fornecimento de alumina da refinaria, poderá continuar produzindo 230 mil toneladas por ano, metade de sua capacidade anual de 460 mil toneladas. A Hydro mantém o diálogo com todas as autoridades relevantes para retomar a produção total da Alunorte e normalizar suas operações no Brasil, finaliza a nota.

Nos dias 16 e 17 de fevereiro, a cidade de Barcarena, incluindo a refinaria de alumina Alunorte, foi atingida por uma chuva extrema, que continuou nos dias seguintes. A chuva causou inundações na região, destaca a nota. Revisões internas e externas, argumenta a empresa, “confirmam que não houve transbordamento dos depósitos de resíduos de bauxita ou derramamentos prejudiciais do evento da chuva de fevereiro.”

Por: O Liberal


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