POLÍCIA

OPERAÇÃO “CPF” DA POLÍCIA CIVIL DE RIO MARIA

Deu efetivo cumprimento a mandado de prisão temporária pela prática de homicídio qualificado, expedido pelo juiz da comarca de Rio Maria em desfavor de Pablo da Silva Alves, após a representação do delegado Carlos César.

O nome da operação se deu pelo fato de que o investigado, no dia do crime, passou a percorrer o perímetro urbano da cidade, afirmando que “iria cancelar um cpf”, ou seja, matar alguém.

As investigações iniciaram após o assassinado da vítima Antônio Pereira dos Santos no dia 12/11/2018, por volta de 01h30min, na Avenida 14, no centro de Rio Maria. Na ocasião a vítima foi alvejada por um disparo de arma de fogo no rosto, a curta distância

A autoria do crime foi descoberta, quando no final do mês de dezembro, uma testemunha procurou o investigador de polícia civil, Edson Ozires, o qual além de investigador também exerce a função de professor, para relatar que sabia quem seria o autor de um homicídio em que teria sido vítima um “catador de latinha” no mês de novembro, porém, ela informava que gostaria de “fazer essa denúncia”, mas, que a polícia teria que protegê-la, pois senão também seria vítima do investigado Pablo da Silva Alves, o qual estaria a ameaçando.

Diante disto, foi orientado que o investigador continuasse a manter contato com a testemunha, bem como procurasse localizar seus responsáveis legais de uma forma “velada”, com o intuito de intimá-los a comparecer nesta unidade policial para realizar a sua oitiva, entretanto, nesse intervalo em que eram realizadas as “negociações” para a oitiva da testemunha de uma forma que não comprometesse a sua segurança, o investigado acabou sendo preso pela polícia militar no dia 01/01/2019, por volta de 05h30min, quando após sair de uma festa que ocorria no parque de exposições da cidade, manteve em cárcere privado uma vítima, além de ameaçar e agredi-la fisicamente com uma “faca de mesa”, situação que resultou em sua prisão em flagrante delito, pela prática dos delitos de lesão corporal, ameaça e cárcere privado no âmbito doméstico; além do crime condução de veículo automotor sob influência de álcool. No contexto da sua prisão em flagrante, foi encontrada com o investigado uma arma de fogo, tipo revólver calibre .38, que ao tudo indica, é a mesma arma utilizada por ele, para a prática do crime de homicídio, ora objeto de investigação.

Apurou-se, com base nos elementos coligidos aos autos, que no dia do crime, Pablo da Silva Alves, após ter o retrovisor de sua motocicleta danificado por alguém em uma festa, chamou a testemunha e saiu a procura de alguém para “cancelar um cpf ”, e que ao chegar na av. 14, Pablo avistou um senhor que segurava uma sacola, o qual estava de costas “para a rua”, onde Pablo se aproximou dessa pessoa e perguntou para onde ela estaria indo, então, após a pessoa virar-se, Pablo sacou um revólver que portava na cintura e efetuou um disparo no rosto vítima, resultando em sua morte.

Além da representação de prisão temporária pela prática de homicídio qualificado, o investigado permanece preso também preventivamente pela prática dos delitos de lesão corporal, ameaça, cárcere privado no âmbito doméstico, condução de veículo automotor sob influência de álcool e porte ilegal de arma de fogo.

 


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