MINERAÇÃO

PARAUAPEBAS É UMAS DAS CIDADES QUE MAIS RECEBEU ROYALTIES DA “VALE” EM 2018

Na tarde da última quinta-feira, 14, o Anuário Mineral do Pará, que está em sua oitava edição, mostrou com detalhes a movimentação econômica do setor em 2018. Esta movimentação torna o Estado do Pará um dos maiores centros mineradores do mundo.

Na publicação deste ano, além dos dados de setor, o Anuário faz um compilado das principais atividades desenvolvidas pelo sindicato no ano de 2018, com destaque, entre outros, para o Concurso de Redação e o Prêmio Simineral de Comunicação.

Apenas em 2018, o Estado do Pará exportou US$ 15,608 bilhões. Deste valor, 88% responde pelas Indústrias de Mineração e Transformação Mineral localizadas no estado. Juntas, elas chegaram a exportar US$ 13,725 bilhões, fazendo do setor mineral o grande vetor de crescimento do comércio exterior paraense.

O principal produto exportado pela indústria de mineração do Pará continua sendo ferro. Ele representa US$ 9,196 bilhões, seguido pelo cobre, com US$ 2,064 Bilhões, manganês, US$ 276 Milhões, bauxita, níquel, caulim, ouro, sílicio.

Países como China, Malásia e Japão foram os três maiores mercados compradores de bens minerais produzidos no Pará. As exportações para a China representaram 50,2% das exportações totais de bens minerais do Estado, com 135 milhões de toneladas comercializados. Já a Malásia vem em seguida com 14 milhões e Japão com oito milhões de toneladas. Outros países com representações no segmento foram Coréia do Sul, Canadá, Alemanha, Holanda e Filipinas.

Todas essas exportações refletem na empregabilidade estadual. A cadeia produtiva mineral respondeu por 266 mil empregos diretos e indiretos no Pará em 2018. Para cada emprego direto criado na Indústria de Mineração, outros treze postos de trabalho são criados ao longo de cadeia produtiva.

Para o presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior, o Pará, hoje, é o maior estado minerador do país. Ele acredita que o potencial do estado é enorme, para que possa se tornar um dos maiores centros mineradores não só do Brasil, mas do mundo. “Isso é um desafio que nos move todos os dias, que nos faz refletir e compreender que melhorar sempre é nosso caminho”, afirmou.

“Novas pesquisas, novas tecnologias, novas formas de produzir e de nos relacionarmos com as comunidades e com o meio ambiente, mas sempre com o compromisso maior de desenvolver o Estado, em parceria com o Governo do Estado do Pará para criar um ambiente de negócios para as empresas locais e com atração de investimentos”, avalia o presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior.

Em relação à indústria de transformação mineral, a exportação foi liberada pela alunina, com US$ 845 milhões em negócios, seguida de alumínio, com US$ 214 milhões, o ferro gusa, com US$ 11 milhões.

Arrecadação

Em 2018, a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), foi de R$ 1,294 bilhão. Cidades como Parauapebas, Canaã dos Carajás e Marabá foram as que mais receberam royalties provenientes da indústria de mineração.

De acordo com o Simineral, até 2024 a indústria mineral pretende investir R$ 22,013 bilhões. Segundo o presidente, “outros R$18,863 bilhões serão investidos em infraestrutura, transformação mineral e outros negócios, como a produção de biodiesel”.

Roma News


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