PARAUAPEBAS

GOVERNO DE PARAUAPEBAS TRABALHA PARA REDUZIR CASOS DE SÍFILIS CONGÊNITA

Por: Francesco Costa

Mantida em números aceitáveis nos anos de 2008 a 2012 os casos confirmados de Sífilis Congênita foram mantidos em decrescente de 8% para 4,9%, de acordo com a taxa de detecção para cada 1.000 nascidos vivos. No ano seguinte, 2013, os números de casos subiram para 9,7% e continuou subindo em 2014 para 13,6%.

A redução, apesar de inexpressiva, aconteceu em 2015, quando, de acordo com a taxa de detecção para cada 1.000 nascidos vivos, houve 11,8%, tendo 59 casos confirmados. Já em 2018, a realidade é outra, apresentando 46 casos, o que representa 9,6% de acordo com a taxa de detecção.

Ação do governo em favor das crianças – Para combater, prevenir e tratar a doença, a rede municipal de saúde tem em suas unidades testes rápidos ou laboratoriais para sífilis, disponíveis a todos quanto precisar. A sífilis só é transmitida de duas formas: por relação sexual ou transplacentário, que é da mãe para a criança.
Gleice Reis, organizadora da Rede Cegonha, orienta que toda grávida em pré-natal precisa fazer o teste para sífilis, permitindo avaliar se precisa ser pedidos outros exames para iniciar, em caso de resultado positivo para sífilis, outros exames. “Sempre orientamos que a sífilis é uma doença milenar, porém, atual. Prova disto é que em todos os meses são diagnosticados, pelo menos, 45 novos casos de sífilis em nosso município”, revela Gleice, qualificando este número como muito grave.

Apesar de ser uma doença silenciosa, a sífilis se apresenta com sinais indolores, em forma de pequenas feridas nos órgãos genitais, que desaparecem rapidamente e voltam a aparecer. “Por ser indolor, a pessoa ignora. Mas, posteriormente, traz lesões, principalmente nas mãos e nos pés, podendo, se não tratadas, evoluir para a forma terciária, acometendo o cérebro, o fígado e outros órgãos”, alerta Gleice, reconhecendo não se tratar de uma doença simples.

Um entrave na redução de casos da doença é, segundo Gleice, a resistência de vários homens que não querem fazer o tratamento, devido à ministração dolorosa de alguns medicamentos, mitos que, em sua opinião, precisam ser desconstruídos, para que os pais passem a dor e evitem a entrada dos recém-nascidos na UCI’s tratando sífilis congênita.

Sífilis congênita em números- Os maiores percentuais de casos de sífilis congênita, entre os anos de 2008 a 2018, ocorreram em crianças cujas mães tinham entre 20 e 34 anos de idade. Em 2018, 65,22% dos casos de sífilis congênita ocorreram em bebês de mães com idade entre 20 e 34 anos, 26,09% de 15 a 19 nos, 6,52% de 35 a 49 anos, e 2,17% de 10 a 14 anos de idade.

Analisando o número de casos de sífilis congênita por mães que tiveram acesso ao pré-natal, verifica-se que ao longo dos últimos dez anos, quase 100% das mães que tiveram bebês com sífilis, realizaram o pré-natal.

Quanto à escolaridade materna, observou-se que a maioria apresentava ensino fundamental incompleto, representando, no ano de 2018, 43,48% (20/46) dos casos, seguidos das mães com ensino médio completo, que apresentaram 30,43% (14/46) dos casos confirmados.

Em relação ao momento do diagnóstico, em 2018, 78,26% (36/46) tiveram diagnóstico de sífilis durante o pré-natal, 17,39% (8/46) no momento do parto/curetagem, e 2,17% (1/46) após o parto, além de 2,17% (1/46) de ignorados. Sendo importante ressaltar, que não houve casos de mães que não realizaram o pré-natal, demonstrando a total adesão destas ao programa assistencial.

Óbitos tendo como causa a sífilis congênita – Quanto à mortalidade infantil (em menores de 1 ano de idade) por sífilis congênita, no período de 2011 a 2018, o número de óbitos declarados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) foi de 20 casos. Em 2018, foi declarado no SIM um óbito por sífilis em criança menor de 1 ano, o que corresponde a um coeficiente de mortalidade de 0,2 óbitos por mil nascidos vivos. Os anos que apresentaram a maior taxa de mortalidade infantil por sífilis congênita foi de 2013 a 2015, com o pico em 2014 com 1,5 óbitos/mil nascidos vivos, ultrapassando a meta de eliminação da sífilis congênita de 0,5 casos de sífilis congênita por mil nascidos vivos, proposta pelo Ministério da Saúde – MS em parceria com a Organização Mundial de Saúde – OMS e Organização Pan-americana de Saúde – OPAS.

Os números e gráficos usados nesta matéria foram fornecidos pela Vigilância em Saúde, um departamento da Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas.


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