PARÁ

DELEGADO AFIRMA QUE HOUVE CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA E DO SOLO EM BARCARENA

O delegado Marco Lemos afirmou em depoimento para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura os danos ambientais causados pela Hydro Alunorte, do grupo Norsk Hydro, em Barcarena (PA), que houve contaminação da água e do solo, causando problemas à saúde da população. “A poluição ambiental observada pelos inquéritos concluídos foi de contaminação do corpo hídrico, contaminação do solo, da floresta, danos, de uma forma geral, ao meio ambiente, causando problemas à saúde da população, afetando a saúde pública”, afirmou o delegado.

O delegado relatou, por meio de slides, suas observações e análises sobre o incidente ocorrido na empresa Hydro Alunorte em fevereiro passado e outros solicitados pelos deputados. Marcos Lemos, além de delegado, tem especialização e mestrado na área do direito ambiental, com diversos de artigos publicados.

“O depoimento do delegado foi muito importante, ele é um estudioso e tem experiência de vários inquéritos sobre danos ambientais, inclusive, nos forneceu documentos contidos nos autos instaurados com indiciamento de pessoas, empresas, mostrando locais e contendo ainda exames, perícias”, informou o deputado Coronel Neil, que ressaltou como significativo o acervo trazido pelo delegado e que agora está disponível aos membros da CPI para o detalhamento das investigações, análise e conclusão da comissão.

Lemos afirmou aos deputados que a Polícia Civil do Pará já instaurou, desde 2003, 24 inquéritos para apurar acidentes ambientais em Barcarena.

Para o deputado Carlos Bordalo, não há mais dúvidas sobre a ocorrência de contaminação. “O delegado foi taxativo ao ser perguntado que constatou em quase todos os inquéritos que a contaminação atingiu cursos d’água, poços rasos, igarapés, no rio Murucupi, no rio Curuperé, no rio Dendê e foi constatado o avanço desta contaminação para a bacia do rio Pará”, disse.

Na avaliação do presidente da CPI, deputado Coronel Neil, o depoimento do secretário Heitor Pinheiro foi importante porque agregou conhecimento e informação sobre a atuação do Estado nos episódios investigados na CPI.

“Porque era secretário do Trabalho e Assistência Social, na época, ele fazia parte do Comitê de Gestão, então ele nos trouxe toda essa parte de Comitê de Crise, o que foi montado na época do naufrágio do navio Haydar, como também da crise com a situação da Hydro em 2018”, contou. Neil disse ainda que o secretário deu detalhes do que está sendo feito na parte social, de distribuição de cestas básicas, de entrega de água mineral, cadastramento de pessoas, nivelamento de situações.

“O depoimento tirou dúvidas e trouxe subsídios para indicar orientações no relatório final da CPI. Até porque a comissão não é só para investigar e achar culpados, mas também traçar orientações para casos futuros”, afirmou Neil.

A 13ª oitiva da CPI de Barcarena ouviu o secretário extraordinário de Integração e Políticas Sociais, Heitor Pinheiro, e o delegado de Polícia Civil, Marco Lemos, realizada na última terça-feira (29). As informações são da Alepa.

NMB


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