EDUCAÇÃO

SINTEPP: “DARCI PEDE PARA SAIR” DO MUNICÍPIO BILIONÁRIO DE UMA “EDUCAÇÃO POBRE”

Durante a manhã desta quinta-feira 14, o SINTEPP – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará, paralisaram suas atividades como já era previsto em aviso do Sindicato.

De acordo com um dos Coordenadores: – já era esperado este ato, mas tentamos evitar com diálogos desde o ano passado. Como o grito de protesto disse, O Coordenador continuou sua fala dizendo: – o objetivo era dialogar como o gestor do município, mas fomos recebidos pelo o Chefe de Gabinete Roque Dutra, Secretário Adjunto de Educação Antônio Brito e o Secretário de Planejamento João Correa, a primeira informação que recebemos, foi que o gestor municipal não está na cidade, acho que o prefeito está como o Bolsonaro falou que estava administrado a distância, ele também deve está administrando a distância, por que aqui na prefeitura ele não aparece, se ele não dá conta a gente assumi. segundo Rosemiro Laredo a categoria, seguido com um forte coro: DARCI: PEDE PARA SAIR, DARCI: PEDE PARA SAI, DARCI: PEDE PARA SAIR…

O SINTEPP propôs, que dia 20, as 8h da manhã, irá tentar dialogar como os gestores municipal que estão a frente, SEPLAN – Secretaria Municipal de Planejamento, João Correa, SEMED – Secretaria Municipal de Educação, Luiz Vieira, SEFAZ – Secretaria da Fazenda, Keniston Braga, e a PGM – Procuradoria Geral do Município, Cláudio Gonçalves e SEMAD – Secretaria Municipal de Administração, Cássio Flausino. A paralisação de hoje foi por falta de diálogo entres as categorias, achamos prudente suspende o ato e não a paralisação, e vim para a para reunião do dia 20 e fazemos uma assembleia no dia seguinte 21 para definirmos quais serão os rumos da nossa luta.

No acontecido ato, muitos Pais de alunos reclamam nas redes sociais, da precariedade, falta de estruturas físicas das escolas pública do município. Veja o caso da EMEF Carlos Dumont Andrade:

Em nota a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parauapebas, disse o seguinte:

“Na manhã de ontem, 13 de fevereiro, o secretário de Educação, Luiz Vieira, mais uma vez se reuniu-se com a coordenação do Sintepp, para apresentar algumas propostas e por meio do diálogo, buscar evitar a paralisação prevista para hoje, 14 de fevereiro. No entanto, depois de ouvir todas as reivindicações, expor os avanços e se comprometer em viabilizar a abertura de uma mesa de negociação na próxima semana com representantes do Gabinete, Procuradoria Geral do Município e algumas secretarias, como a de Fazenda, Planejamento e Administração, obteve a confirmação de que a paralisação seria mantida.

Vale destacar que:

  1. O Governo Municipal tem buscado atender as reivindicações da categoria, inclusive já atendeu e/ou avançou em vários pontos da pauta, como o pagamento da rescisão dos temporários distratados em 2018, garantia de contrato de pelo menos 100 horas para professores em processo de aposentadoria, convocação dos professores classificados no último concurso, definição de data para início das reformas das escolas, revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Quadro de Magistério do Município (PCCR), entre outras.
  1. O professor Luiz Vieira assumiu a Secretaria Municipal de Educação (Semed) dia 4 de fevereiro, recebeu a coordenação do Sindicato pela primeira vez na última quinta-feira, 7, onde tomou conhecimento da pauta de reivindicações e se comprometeu a analisar cada item citado e voltar a reunir com a coordenação, como o fez ontem.
  2. A gestão municipal sempre esteve e está aberta às negociações com o Sintepp, tem apresentado propostas para todas as questões em debate e vai continuar trabalhando para que a educação de Parauapebas seja de qualidade para todos. E, espera poder contar com o bom senso dos educadores e da comunidade com o intuito de garantir que os estudantes não sejam prejudicados”.

Nota à Imprensa divulgada pelo Sintepp

Diante de todos os problemas da educação pública, a falta das condições de trabalho é a mais revoltante, pois acarreta consequências graves na estruturação do ensino e na atuação dos professores.
A incapacidade do governo em assegurar uma melhor remuneração e melhores condições de trabalho, tem gerado efeitos negativos no funcionamento do ensino e no desempenho dos professores.

A precarização do trabalho docente que é resultado da crise do sistema capitalista, tem levado muitos professores a óbito em nosso município! Homens e mulheres da educação têm morrido com frequência em Parauapebas.

A falta de um plano de assistência à saúde dos servidores públicos, tem impedido um trabalho de prevenção a saúde dos professores que não descobrem a sua doença a tempo de ser curada, porque são obrigados a recorrer ao sucateado sistema único de saúde (SUS) que hoje é ineficaz e muito demorado para atender dignamente os usuários que tanto precisam, sem contar que
a maioria dos docentes trabalham mais de 40 horas semanais para poder ter um padrão melhor de vida, por isso muitos não têm tempo de enfrentar a fila do SUS.

No entanto, o modelo neoliberal atribui o fracasso escolar ao baixo protagonismo dos professores, culpando-os, quando deveria atribuir o fracasso educacional à falta de investimento público.
Essa cultura de avaliação gerencial, que visa só o atendimento da burocracia escolar para no final culpar os professores pelos resultados negativos, não serve para melhorar a qualidade do ensino e valorizar o trabalho docente.

O setor público representa hoje 84% das matrículas nas redes municipais e estaduais de ensino, motivo pelo qual devemos defender o serviço e o servidor público da educação.

A valorização dos docentes deve ser vinculada à valorização profissional, através da estruturação da carreira, da redução do número de alunos nas turmas, da melhoria remuneratória, da garantia da jornada ao invés de carga horária e do trabalho exclusivo em uma única escola.

Qualquer governo que preza pela educação de seu povo, buscaria esses cinco eixos para nortear a sua política educacional.

É inadmissível a real situação de quase todas as escolas de Parauapebas. Um MUNICÍPIO BILIONÁRIO de uma “EDUCAÇÃO POBRE” que está colocando em risco a vida dos professores e estudantes.

A crise da educação é resultado da incompetência do GOVERNO. É a ELE que a sociedade deve culpar pelo fracasso educacional e cobrar DELE uma escola de melhor qualidade para os seus filhos, como também cobrar da Câmara Municipal de Parauapebas que cumpra com seu papel de legislar e fiscalizar os recursos e as políticas públicas .

Parauapebas/PA, 14 de fevereiro de 2019.

Professor Raimundo Moura,
Coord. Geral Subsede de Parauapebas, Coordenador da Secretaria de Comunicação da Regional Sudeste e Coordenador Estadual da Secretaria de Educação Inclusiva do SINTEPP.


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