EDUCAÇÃO

EDUCAÇÃO DA “CAPITAL NACIONAL DO MINÉRIO” ESTÁ NA UTI

PARAUAPEBAS

Com o 2º maior PIB do Estado do Pará a educação de Parauapebas, nos últimos dias se encontra na UTI; com greve dos educadores, pais revoltados como a falta de estruturas das escolas, alunos passando mal em salas de aulas, por falta de ar condicionado etc…

Hoje pela manhã, educadores e alunos da escola Nelson Mandela localizado no Bairro Casas Populares I, fizeram uma pequena reivindicação pelas ruas do complexo Tropical e Ipiranga, onde com cartazes, eles indicavam as insatisfações.

Por conta do protesto, não houve aula pela manhã, que de acordo com os educadores, as salas de aulas estão totalmente deterioradas e o calor chega a ser insuportável no ambiente de ensino. Os banheiros estão em situação insalubres, paredes caindo e a merenda escolar é feita com alimentos improvisados.

E, falando de Merenda escolar, o site da prefeitura de Parauapebas publicou recentemente uma matéria, que o novo Secretário de Educação, Luiz Vieira e sua equipe, foram conferir de perto a qualidade da merenda escolar. Em um dos parágrafo, Luiz Vieira reforçou que é determinação do prefeito Darci Lermen que todas as escolas tenham merenda de qualidade, servida dentro de padrões estabelecidos. “Vim conferir de perto e vou visitar outras escolas para garantir que o padrão implantado pela gestão do prefeito Darci seja realmente uma realidade todos os dias em todas as escolas”, garantiu o secretário.

Luiz Vieira também ressaltou que essa visita marca o início de muitas, pois, visitas periódicas serão realizadas em todas as instituições tanto por ele quanto por uma equipe técnica designada especificamente para a fiscalização da merenda escolar. “Inicialmente, passei essa atribuição para os diretores, que acompanharão de perto a qualidade da merenda de sua unidade educacional e onde for detectado algum problema, nós vamos corrigir”, garantiu.

O caso da Escola Nelson Mandela que atende alunos da rede pública dos bairros Casas Populares I e II, bairro Dos Minérios e até Tropical I e II, são crianças de bairros de periferia, que necessitam de estrutura para estudar e de merenda escolar de qualidade.

Os educadores também merecem uma melhor estrutura para repassar um conteúdo de qualidade aos alunos. “Só Deus sabe o quanto sofremos aqui, tem professor que chora, tem turma que é dispensada por não ter merenda. Isso aqui não é uma escola, virou um centro de sofrimento”, relatou um professor que preferiu não se identificar.

Confira o vídeo da reivindicação dos educadores:

Já o Sindicado dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará- Sintepp, que na ultima quinta- feira (14), teve suas atividades paralisadas por melhorias na educação de Parauapebas, (O Município Bilionário de uma Educação Pobre) não teve êxito na mesa de negociação desta quinta-feira (21). Os educadores decidiram manter a reivindicação de 10% de reajuste nos salários e elevação do auxílio-alimentação para R$ 800, e também querem que a chamada “hora-atividade” suba de 25% para 33% dos salários. Esses números ficam bem distantes dos oferecidos pelo governo. Darci se comprometer a pagar 3,75% a título de reposição das perdas inflacionárias, reajustar o auxílio-alimentação também em 3,75% e elevar de 25% para 28% o valor da hora-atividade.

A direção do Sintepp procura encontrar mecanismos capazes de dobrar o prefeito Darci Lermen e conseguir sair da reunião da próxima segunda-feira(25), com uma proposta de reajuste aceitável pela categoria. Não será fácil. Parauapebas está fazendo grande esforço para manter-se dentro do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade fiscal e Darci sabe que reajuste maiores podem tornar ainda mais desequilibrada a gestão financeira da prefeitura.

O Sintepp também divulgou para a imprensa os pontos discutidos e o posicionamento do governo em relação a cada uma delas, Confira:

1. Assédio moral: O secretário de Educação informou que não serão tolerados comportamentos que afrontem os direitos dos educadores, tais como assédio moral e perseguição política, casos em que a demanda tem aumentado, principalmente contra os novos concursados e no período de lotação;

2. Descumprimento da portaria de lotação e transferências arbitrárias: O governo garantiu que não partiu da Semed a orientação para transferir professor ou reduzir carga-horária sem o consentimento do mesmo. A princípio, se mostrou relutante em rever os casos, alegando que causaria transtornos pra rede, uma vez que as aulas já iniciaram. O Sintepp informou que os direitos devem ser garantidos e que é inadmissível essa prática. O secretário se comprometeu a rever cada caso e responder oficialmente ao Sintepp;

3. Reformas das escolas: A Semed informou que está em fase final no processo de adesão da ata para contratação da empresa responsável pelas reformas e que até o dia 1° de março tudo estará pronto para iniciarem os trabalhos, porém fará primeiramente reuniões com as comunidades escolares para estabelecer prazos para essas reformas acontecerem. O secretário se comprometeu a entregar ao Sintepp o cronograma das reuniões e a relação das escolas que passarão por essas reformas;

4. Readaptação: O governo acolheu a tese do Sintepp e reconheceu que os servidores não poderão ter perdas salariais quando das suas readaptações e se comprometeu a publicar o decreto até o dia 11/03, com a mesma redação já prevista no PCCR;

5. Progressão horizontal: O governo garantiu que o retroativo das progressões de 2009 serão pagos juntamente com o salário de março;

6. Licenças prêmio e estudo: O governo se comprometeu a rever cada caso e garantiu que elas seriam concedidas mediante apreciação de cada caso;

7. Professores em fase de aposentadoria: o governo se comprometeu a manter carga-horária máxima aos professores que estão com o processo de aposentadoria em andamento para que estes não tenham prejuízos em seus benefícios;

8. Revisão do PCCR: O Sintepp informou que pretende manter a discussão do PCCR unificado para que sejam garantidos os direitos dos educadores, não só os profissionais do magistério, mas de todo o conjunto de funcionários que trabalham na educação. O governo se mostrou relutante quanto a ideia, mas aceitou a proposta de reativar a comissão para dar continuidade nos estudos;

9. Vices-diretores para escolas de educação infantil: O governo reconheceu a legitimidade do pleito e se comprometeu a nomear vices para as escolas que se enquadrarem nos requisitos estabelecidos pela portaria de lotação;

10. Equiparação salarial para diretores de EMEI e Creches: Infelizmente tivemos que ouvir do governo a desculpa de que o trabalho de gestão dessas unidades não equivale ao desempenhado por gestores das EMEFs. O Sintepp contestou essa argumentação por entender que as responsabilidades são as mesmas e por isso não podemos aceitar tratamentos distintos a servidores em funções equivalentes. O governo solicitou estudo de impacto para se manifestar a respeito;

11. Campanha salarial: O governo apresentou a proposta de reposição inflacionária baseada no IPCA que equivale a 3,75%, isso tanto para o salário quanto para o reajuste do auxílio alimentação. O Sintepp ressaltou que essa proposta não contempla os anseios da categoria, pois se trata apenas de uma reposição de perdas e não ganho real;

Apesar do otimismo de Luiz Vieira, a manutenção das reivindicações da categoria pode causar um impasse sério nas negociações e este impasse pode levar à greve.

Por: Sen Toagi

 

 

 

 

 


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