PARÁ

INQUÉRITO É ABERTO PARA INVESTIGAR QUEDA DE PARTE DE PONTE DA ALÇA VIÁRIA SOBRE O RIO MOJU

O Ministério Público do Pará (MPPA) solicitou a abertura de um inquérito para investigar a colisão que provocou a queda da parte central da terceira ponte da Alça Viária, sobre no rio Moju, próximo à entrada do município de Acará, no nordeste do Pará, a cerca de 60 km de Belém. A promotora de Justiça de Moju, Hygeia Valente, pede ao delegado-geral de Polícia do Pará que sejam ouvidas as testemunhas e proprietário da embarcação, perícia, além da verificação da documentação da documentação e do condutor. Dois carros que passavam na via caíram no rio, segundo o Governo. O Corpo de Bombeiros faz buscas pelas vítimas. Segundo moradores, o condutor da balsa foi socorrido. A Polícia tenta localizá-lo.

De acordo com o governo, o rompimento ocorreu devido a uma balsa, que transportava rejeitos de dendê, colidir com um dos pilares da ponte, que é a terceira da Alça Viária, no quilômetro 48 da rodovia estadual PA-483. Com a batida, quatro pilares caíram. Há suspeita de que a balsa seja clandestina. No local, além do Corpo de Bombeiros, estão agentes da Defesa Civil, Polícia Civil e peritos do IML.

A ponte atingida, com 800 metros de extensão e 23 metros de altura, é a terceira no sentido de saída de Belém. Segundo o governo, ela sofreu avarias por constantes choques de embarcações e estava em reparos há cerca de dois meses.

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai acionar judicialmente a empresa proprietária da balsa que colidiu com a ponte. Os bombeiros não encontraram os documentos ou certificados da balsa. Órgãos de segurança pública se reuniram pela manhã para discutir ações para acelerar o resgate de vítimas do acidente.

O Centro de Perícias Científicas Renato Chaves iniciou análises no local para saber se houve algum dano ambiental.

Medidas do Governo


O governador do Estado, Helder Barbalho, anunciou neste sábado (6) que deve investir R$100 milhões na recuperação da ponte. Um sistema de travessias em balsas deve ser implementado no local para não impedir o fluxo.

Helder disse que a prioridade é a busca pelas vítimas e autorizar alternativas para diminuir o impacto social e econômico, após o acidente. “Nós duplicamos a quantidade de balsas, passando de três para oito. Estamos com equipes em campo para fazer rampas para instituir balsa no local onde está a ponte, teremos também a balsa de Arapari, aumentando a oferta do serviço. Somado a isso, já autorizei investimentos para uma estrada vicinal e para aceleramento das obras na PA-252”, afirmou.

Reflexos do acidente


Técnicos da secretarias estaduais reuniram para definir alternativas para garantir a mobilidade de veículos, que utilizam a área da ponte avariada. Sem a ponte, o transporte hidroviária é a única alternativa para chegar a outras regiões do estado.

Segundo a Prefeitura de Belém, o fluxo de veículos que circularia pela ponte migrou para balsas, e toda a área de portos da avenida Bernardo Sayão já começou a sentir os reflexos disso na manhã deste sábado (6). Para diminuir os impactos, a Prefeitura de Belém montou uma força-tarefa envolvendo diversos órgãos, que atuarão na área por tempo indeterminado.

Problemas estruturais


Problemas de corrosão e desgaste em pilares e estacas foram detectados na ponte do Rio Moju durante vistoria técnica realizada no mês de janeiro de 2019 por técnicos da Secretaria de Estado de Transportes (Setran), do Conselho Regional de Engenharia (Crea-PA) e do Corpo de Bombeiros, além de secretários, deputados e o governador.

Apesar disso, na ocasião, não foi detectado risco de desabamento da estrutura. O tráfego de veículos foi mantido no local.

“A princípio, ainda é prematuro falarmos em interrupção no tráfego sobre a ponte. De toda forma, já solicitei que sejam liberados recursos do tesouro para a execução das medidas emergenciais”, explicou o governador”, disse o governador Helder Barbalho, na época.

O Governo do Pará divulgou na ocasião a realização de medidas emergenciais na ponte, como a implantação de novas defensas para evitar os choques de embarcações, revestimento em concreto das estacas que estão com as ferragens à mostra, além de revitalização da sinalização da área.

Outro acidente na Alça Viária


Há 5 anos, no dia 23 de março de 2014, parte de outra ponte da Alça Viária sobre o Rio Moju desabou após uma balsa ter colidido com a estrutura. A embarcação, que transportava óleo, destruiu um dos pilares da construção, localizada a cerca de 120 km de Belém.

Com o incidente, foi rompida parte da estrutura, que possui cerca de 900 metros de extensão e 23 vãos. De acordo com informações da PRE, cerca de 50 metros da ponte, localizada no quilômetro 48 da rodovia PA-483, foram destruídos com esse acidente.

Com informações do G1/Pará


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